Património

A freguesia de Sangalhos conserva património histórico de várias épocas. O mais antigo é património móvel do século XV, incluindo as imagens da Virgem com o menino, São Brás e Santa Catarina, todas pertencentes à igreja paroquial, e São Frutuoso, pertence à capela da Fogueira. De final do século XV ou já do início do século XVI são as imagens de São João Baptista (São João da Azenha) e Santa Eufêmia (Sangalhos). Do início do século XVI é a imagem de São Silvestre (Fogueira). A pia baptismal da igreja paroquial é manuelina (início do século XVI), grande e rara.

Um dos edifícios mais antigos ainda conservados, senão mesmo o mais antigo, é a capela de São João da Azenha, construída no final do século XVI ou início do seguinte. O arranjo exterior da capela de São João data de finais do século XIX. O retábulo existente nesta capela, datado de 1642 e do estilo renascença decadente, é o mais antigo da freguesia. Data ainda do século XVII o cruzeiro de Sangalhos.

É um pouco mais abundante o património herdado do século XVIII. Datam deste século as mais antigas casas particulares ainda hoje existentes no Paço, Vila e Fogueira, merecendo destaque a casa da família Seabra Morais Araújo (Fogueira). Datam do mesmo século a igreja paroquial de São Vicente (1720) e a capela de Nossa Senhora das Dores, de Sá (1741). A igreja é a mais ampla e, artisticamente, uma das mais valiosas da Bairrada. O património herdado do século XIX é mais abundante, mas menos significativo do que o do século anterior.

O progresso económico registado ao longo de grande parte do século XX deixou um conjunto patrimonial significativo, constituído principalmente por edifícios comerciais e industriais e por numerosas residências particulares, algumas com significativo valor arquitectónico, situadas principalmente em Sangalhos, São João da Azenha e Fogueira.